Notícias da Educação
13.03.2026
Após um ano da lei que restringe celulares nas escolas, pesquisadores buscam por avanços e desafios e estratégias. O Ministério da Educação iniciou uma pesquisa nacional para avaliar os impactos da lei que regula o uso de celulares para fins pedagógicos ou didáticos, na educação básica. O objetivo é avaliar como a lei vem sendo interpretada e implementada nas redes de ensino de todo o país.
A pesquisa contará com a participação de diretores, coordenadores pedagógicos e docentes que irão compartilhar suas percepções sobre a implementação da lei.
A presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Hélvia Paranaguá, avalia o primeiro ano da lei em vigor como amplamente positivo, segundo ela, pautado em evidências qualitativas e quantitativas coletadas pelas redes de ensino.
A também secretária de Educação do Distrito Federal, lembra que um levantamento com 1.438 profissionais da rede pública do DF indicou uma melhora perceptível nos níveis de atenção, engajamento e aprendizagem dos estudantes.
Para a presidente, as principais dificuldades concentram-se em três eixos: comunicação com as famílias, gestão de conflitos e oferta de alternativas. “A medida é sustentável, mas requer aprimoramento contínuo no que diz respeito ao monitoramento de dados, infraestrutura escolar e apoio psicoeducacional”, alerta a secretária.
Conforme especialistas, a interação social também ganhou protagonismo. Jovens passaram a fazer novas amizades cara a cara, brincar mais e estudar em grupo, trocando telas por conversas no recreio e maior participação em sala. Coordenadores destacam que o ambiente escolar ficou mais acolhedor, com alunos olhando para colegas em vez de celulares.